Direito de Família - Ação de Guarda Cumulada com <B Class="negritodestacado"><b Class="negritodestacado">regulamentação</b></b> de Visitas - Requerimento de Inversão de Guarda - In — TJRJ

Tribunal
TJRJ
Processo
0007103-39.2012.8.19.0000
Julgamento
16/04/2012

Ementa

DIREITO DE FAMÍLIA - AÇÃO DE GUARDA CUMULADA COM <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">REGULAMENTAÇÃO</b></b> DE VISITAS - REQUERIMENTO DE INVERSÃO DE GUARDA - INDEFERIMENTO PELO JUÍZO A QUO - AGRAVANTE QUE ALEGA ALIENAÇÃO PARENTAL POR PARTE <b class="negritoDestacado">DA</b> EX-MULHER À PESSOA <b class="negritoDestacado">DA</b> FILHA - LEI Nº 12.318, DE 26 DE AGOSTO DE 2010, - INVERSÃO <b class="negritoDestacado">DA</b> GUARDA - MEDIDA EXTREMA - DEFERIMENTO EM HIPÓTESES EXCEPCIONAIS - IMPERIOSA COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE LARGA INSTRUÇÃO PROBATÓRIA - NECESSÁRIO APROFUNDAMENTO <b class="negritoDestacado">DA</b> COGNIÇÃO COM A REALIZAÇÃO DE PERÍCIA PSICOLÓGICA DO CASO - DECISÃO QUE NÃO PODE SER PRECIPITADA EXIGINDO-SE ZELO E PRUDÊNCIA, A FIM DE SE EVITAR UMA RUPTURA BRUSCA NA JÁ CONTURBADA VIDA <b class="negritoDestacado">DA</b> MENOR - AUSÊNCIA DE VEROSSIMILHANÇA - MANUTENÇÃO DO DECISUM. 1. Cuida-se de agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo ativo, nos autos <b class="negritoDestacado">da</b> ação de guarda cumulada com <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">regulamentação</b></b> de visita, contra decisão que indeferiu a inversão <b class="negritoDestacado">da</b> guarda <b class="negritoDestacado">da</b> menor Flávia.2. A prática de ato de alienação parental, como alega o genitor/agravante, tendo como alienador a própria mãe <b class="negritoDestacado">da</b> menor fere direito fundamental <b class="negritoDestacado">da</b> criança ou do adolescente de <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">convivência</b></b> familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda.3. A Lei nº 12.318, de 26 de agosto de 2010, que dispõe sobre a alienação parental, dispõe em seu art. 6º, que caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">convivência</b></b> de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo <b class="negritoDestacado">da</b> decorrente responsabilidade civil ou criminal e <b class="negritoDestacado">da</b> ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso:I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador; II - ampliar o regime de <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">convivência</b></b> familiar em favor do genitor alienado;III - estipular multa ao alienador;IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial; V - determinar a alteração <b class="negritoDestacado">da</b> guarda para guarda compartilhada ou sua inversão; (.)4. Como se extrai <b class="negritoDestacado">da</b> própria enumeração do dispositivo, a inversão <b class="negritoDestacado">da</b> guarda afigura-se em nosso sistema medida extrema, só devendo, por isso, ser deferida em hipóteses excepcionais, em que devidamente comprovada a sua existência, através de larga instrução probatória, inclusive com a produção de perícia. 5. Por isso mesmo, prevê o art. 5º <b class="negritoDestacado">da</b> Lei 12.318/10 que, havendo indício <b class="negritoDestacado">da</b> prática de ato de alienação parental, em ação autônoma ou incidental, o juiz, se necessário, determinará perícia psicológica ou biopsicossocial.6. No caso, não se tem notícias ainda de ter havido estudo psicológico do caso, pelo que a inversão <b class="negritoDestacado">da</b> guarda nesse momento, afigura-se medida prematura e não recomendada, até mesmo em nome do princípio <b class="negritoDestacado">da</b> proteção integral <b class="negritoDestacado">da</b> criança.7. Retira-se do louvável parecer do i. Procurador de Justiça, José Aluízio de Arruda, a seguinte passagem, in verbis: "(.) Inobstante os fatos graves noticiados, comprovados mediante a transcrição <b class="negritoDestacado">das</b> conversas telefônicas gravadas entre genitora e a menor, sem o conhecimento <b class="negritoDestacado">das</b> mesmas, este órgão ministerial entende que, para preservar os direitos <b class="negritoDestacado">da</b> criança, maior interessada no caso em estudo, é necessário que a situação tenha uma resposta menor açodada, em ritmo que não crie uma ruptura brusca na já conturbada vida <b class="negritoDestacado">da</b> menor Flávia.NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO CPC.

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