Direito Civil e do Consumidor. Apelação Cível — TJRJ
- Tribunal
- TJRJ
- Processo
- 0015371-20.2019.8.19.0006
- Julgamento
- 02/10/2025
Ementa
DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">PLANO</b></b></b> DE <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">SAÚDE</b></b></b>. EX-EMPREGADO APOSENTADO. MANUTENÇÃO NO <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">PLANO</b></b></b>. AUSÊNCIA DE PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS. ABUSIVIDADE CONSTATADA. I. Caso em exame 1. Sentença de parcial procedência, declarando a necessidade de incluir o autor em <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">plano</b></b></b> único e a condenar os réus ao pagamento de indenização por danos morais. II. Questão em discussão 2. Cinge-se a controvérsia em saber se a estruturação do <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">plano</b></b></b> de <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">saúde</b></b></b> realizada pelos réus é compatível com os parâmetros legais e com o entendimento firmado sobre o tema. III. Razões de decidir 3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, firmada no Tema Repetitivo nº 1.034/STJ, é no sentido de que o art. 31 da Lei nº 9.656/1998 impõe que ativos e inativos sejam inseridos em <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">plano</b></b></b> de <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">saúde</b></b></b> coletivo único, contendo as mesmas condições de cobertura assistencial e de prestação de serviço, o que inclui, para todo o universo de beneficiários, a igualdade de modelo de pagamento e de valor de contribuição, admitindo-se a diferenciação por faixa etária se for contratada para todos, cabendo ao inativo o custeio integral, cujo valor pode ser obtido com a soma de sua cota-parte com a parcela que, quanto aos ativos, é proporcionalmente suportada pelo empregador. 4. No caso, somente os inativos tinham o <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">plano</b></b></b> estruturado em faixa etária, contrariando a orientação sobre o tema. Estruturação diferenciada do <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">plano</b></b></b> entre ativos e inativos que foi confessada pelo réu e constatada em prova pericial. 5. Devolução simples de valores que merece prosperar, a ser apurada em cumprimento de sentença. 6. Dano moral configurado. IV. Dispositivo e tese 7. Negado provimento aos recursos dos réus e parcial provimento ao recurso do autor. Tese de julgamento: "O art. 31 da lei n. 9.656/1998 impõe que ativos e inativos sejam inseridos em <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">plano</b></b></b> de <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">saúde</b></b></b> coletivo único, contendo as mesmas condições de cobertura assistencial e de prestação de serviço, o que inclui, para todo o universo de beneficiários, a igualdade de modelo de pagamento e de valor de contribuição, admitindo-se a diferenciação por faixa etária se for contratada para todos, cabendo ao inativo o custeio integral, cujo valor pode ser obtido com a soma de sua cota-parte com a parcela que, quanto aos ativos, é proporcionalmente suportada pelo empregador.".