Apelação Cível — TJRJ
- Tribunal
- TJRJ
- Processo
- 0022098-64.2011.8.19.0203
- Julgamento
- 03/02/2015
Ementa
APELAÇÃO CÍVEL. <b class="negritoDestacado">REGULAMENTAÇÃO</b> DE VISITAS REQUERIDA PELA AVÓ MATERNA. CRIANÇAS QUE CONTAM COM 6 E 7 ANOS DE IDADE. DIREITO AO CONVÍVIO FAMILIAR SAUDÁVEL E SEGURO, UMA VEZ QUE SE ENCONTRAM AFASTADOS <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> GENITORA, SOB A GUARDA DO GENITOR E CUIDADOS DIÁRIOS <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> AVÓ PATERNA. VISITAÇÃO QUE DEVE OCORRER DE FORMA PROGRESSIVA, CONSIDERANDO O LARGO PERÍODO DE AFASTAMENTO DE APROXIMADAMENTE TRÊS ANOS. RECURSO PROVIDO - Não se pode nunca deixar de considerar que a finalidade <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> visitaçãoéa preservação dos fortes vínculos de afeto existentes entre visitante e visitado, através <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> manutenção <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">convivência</b></b> entre eles, fortalecendo a relação, e garantindo, assim, as necessidades biopsíquicas <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> criança ou adolescente. - O Código Civil de 2002 deixou passar a oportunidade de garantir o direito de visita a outros parentes, devendo para isso ser aplicada uma interpretação extensiva do artigo 1584, desde que atendido o interesse do menor, objetivando sua perfeita integração dentro <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> comunidade familiar. Nesse sentido cabe aqui também ressaltar o direito de visita dos avós, que se integra através dos laços sanguíneo. - Na hipótese dos autos, sobre a <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">convivência</b></b> com a família materna, os estudos realizados deixaram transparecer o distanciamento existente em relação à figura <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> genitora, que na realidade, para as crianças, é exercida pela avó paterna, uma vez que não convivem com a própria mãe, o que revela a formação de uma visão de estrutura familiar é confusa e equivocada. - Desta forma, diante <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> cautela recomendada em ambos os estudos, social e psicológico, devido também ao grande período de afastamento <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> avó paterna e em prol do melhor interesse dos Menores, que devem se sentir seguros, entende-se que a visitação deve ocorrer de forma progressiva e acompanhada, inicialmente.