Apelação Cível — TJRJ
- Tribunal
- TJRJ
- Processo
- 0000060-64.2002.8.19.0206
- Julgamento
- 13/06/2012
Ementa
APELAÇÃO CÍVEL. <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">REGULAMENTAÇÃO</b></b> DE VISITAS <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> AVÓ MATERNA (AUTORA) À NETA. GUARDA DO GENITOR (RÉU), APÓS O FALECIMENTO <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> GENITORA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA COM APLICAÇÃO DE MULTA AO GENITOR, COM BASE NOS ARTIGOS 18 E 19, § 4º, DO CPC. APELO DO RÉU REQUERENDO A EXCLUSÃO <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> MULTA. PRINCÍPIO DO MELHOR INTERESSE <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. DOUTRINA <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> PROTEÇÃO INTEGRAL (ART. 227 <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">DA</b></b> CF/88 E ART. 4º, DO ECA). DIREITO À <b class="negritoDestacado">CONVIVÊNCIA</b> FAMILIAR, INCLUINDO, NESTE CONTEXTO, OS AVÓS. Após detida análise dos autos, resta-nos lamentar o comportamento indesejável por parte de ambas as partes litigantes, todavia não há como deixar de reconhecer que o réu/apelante contribuiu, de forma decisiva, para o prolongamento do processamento <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> lide. Embora, na contestação não resistiu à visitação <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> avó (autora) à neta, condicionando-a, apenas, a ser em sua residência, deixou de comunicar, nos autos, a sua mudança de endereço, impedindo a sua intimação para as audiências marcadas pelo Juízo. Verifica-se que, em 13/03/2003, o réu informou seu novo endereço, todavia, na certidão do Oficial de Justiça, consta que deixou de intimá-lo para a Audiência de Instrução e Julgamento marcada para 28/07/2004, por não tê-lo encontrado no endereço informado. A partir daí, a autora/apelada requereu várias medidas visando à localização do réu, sem êxito, o qual deixou de comparecer às demais audiências, só voltando a se pronunciar nos autos, em 09/07/2007. A demora na solução <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> lide, sem dúvida trouxe grandes prejuízos à autora/apelada e à sua neta, que ficaram anos sem conviverem, resultando no evidente desinteresse desta em se aproximar <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> avó (autora/apelada). Assim, correta a sentença, não só quando acolheu o pedido de <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">regulamentação</b></b> de visitas, estabelecendo a visitação de forma prudente a possibilitar a reaproximaçãoeo fortalecimento dos laços afetivos entre avó e neta, mas, também, ao condenar o réu/apelante por litigância de má-fé, devendo ser mantida a multa aplicada, que servirá para puni-lo pela resistência injustificada ao andamento do processo e, também, para que passe a estimular a reaproximação <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> filha com a avó (autora/apelada), facilitando o cumprimento <b class="negritoDestacado"><b class="negritoDestacado">da</b></b> sentença. Mantida a sentença. Desprovimento do recurso.